Encontro com Maurício de Sousa – Turma da Mônica

Interessante como as coisas acontecem.

Ler nunca foi bom, se você não teve bons estímulos. E eu tive a sorte em ter vários bons estímulos! Minhas primeiras leituras aos 6 anos de idade foram os quadrinhos da Turma da Mônica, os gibis da Turma dos Trapalhões e do Incrível Hulk.

Quando eu era pequeno, gostava muito de desenhar e os quadrinhos que eu lia ajudavam a aguçar a criatividade. Foram os quadrinhos primeiramente, que me ensinaram a desenvolver conteúdo, criar roteiros, com início, meio e fim. Papel e lápis na mão, uma ideia na cabeça. Logo comecei a desenvolver minhas próprias histórias em quadrinhos também. Problemas, uma esperança, o bem vencendo o mal. Havia contexto e sempre, sempre havia uma moral.

Meu personagem principal era um astronauta português, o Manoel, casado com a sua companheira espacial, a Maria. Juntos eles desbravavam o Universo a procura de terras, água e petróleo. Havia sempre um vilão que buscava atrapalhar os heróis. Manoel e Maria eram desbravadores, mas quando a situação apertava, ele tomava uma sopa de Cremogema e se transformava em Super Herói, o Super Cremobanal – algo parecido com o Popeye nos desenhos animados, quando comia espinafre.

Uma vez contaminado pelos quadrinhos, difícil deixar de gostar deste prazeiroso hobby. Aos 12 anos, rachava o bico lendo as caricaturas engraçadíssimas da Revista Mad, Dilbert e Niquel Náusea (uma versão escrachada do Mickey Mouse dos esgotos brasileiros escrita e desenhada pelo mestre Fernando Gonzales…e tinha o Vostradeis, personagem bizarro, um mago dos pântanos que só cometia gafes e falava asneiras. Quanta risada livre eu dei regada nesta diversão que é o hábito da leitura.

Dia 3 de Fevereiro, pela primeira vez tive a oportunidade em encontrar um destes mentores de minha vida, o Mauricio de Souza, criador da Turma da Mônica. Uma pena eu não estar com minha revista número 1 do Cascão, que guardo com carinho e cuidado até hoje em minha gaveta do armário. Mas ele me cedeu um momento em particular, e meus imaginários de criança tomaram vida. Pude agradecer pessoalmente a ele por esta contribuição em minha infância e em retribuição, sacou um gibi e autografou para mim. É um daqueles momentos mágicos da vida que talvez nunca entenderemos…

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