M.Night Shyamalan e Marcos Palhares: uma história sobre coincidências

Um dos melhores filmes que já assisti em vida chama-se “SINAIS”, interpretado pelo famoso ator Mel Gibson, o filme é dirigido pelo indiano M.Night Shyamalan. Este diretor esteve a frente de outros clássicos de Hollywood muito bons, como o aclamado pela crítica “Sexto Sentido”, “A Vila” e “Corpo Fechado”. Embora não menos importantes os últimos lançamentos deste diretor, o filme “Sinais” realmente marcou minha vida e posso afirmar que é uma linda história sobre fé, uma qualidade que tem sumido em um mundo cada vez mais táctil e concreto. Mas não é qualquer pessoa que assiste este filme e percebe seu propósito, que é tratado de maneira muito ligeira, embora profunda. A maioria das pessoas enxerga apenas mais um dramalhão sobre invasão alienígena e nada mais, uma pena.

A história é sobre um pastor que havia abandonado sua batina, após um trágico acidente de sua esposa. Ele passou a não crer, já que toda vida dedicada a Deus não havia servido de nada, face a horrenda morte de sua mulher. Daí em diante se isola em uma fazendo em uma cidade pacata interiorana, afastado das notícias e do mundo. Mas o mundo estava sendo invadido por seres de outro planeta e diversas situações vão aparecendo…e o final do filme é uma obra prima, graças a sensibilidade visual e musical do diretor Shyamalan, que transmitiu com exatidão a mensagem do filme. Ele cria uma conexão fantástica na história sobre coincidências, sobre fé, sobre proteção que pra mim foi inesquecível.

Quando soube que ele estaria no Brasil para falar sobre seu novo filme “Vidro”, tratei de procurar um fã clube que pudesse me dizer onde ele se hospedaria e deste modo, poder ter um breve encontro, apertar suas mãos, tirar uma foto e quem sabe, até conversar e conhecê-lo melhor. Encontrei apenas um no Facebook, o qual aguardo a aprovação do moderador até hoje. No entanto, sabia que ele estaria na COMIC COM 2018 BRASIL palestrando no sábado, dia 8 de dezembro. O único problema é que já não haviam mais ingressos disponíveis.

E é neste momento que senti um “sexto sentido” me chamando até aquele local. Afinal, eu estava em um raro sábado livre de compromissos, podia ir até a bilheteria do evento, saber se talvez o site estava desatualizado e alguns ingressos disponíveis. Quem sabe?

Peguei o carro, estacionei no Supermercado no Jabaquara e fui de condução gratuita até o evento na Expo-Imigrantes, de modo que se realmente não houvessem ingressos, ao menos não sairia no prejuízo dado o preço exorbitante do estacionamento local.

Porém, ao chegar na bilheteria, nenhuma surpresa. Não haviam ingressos e eu não poderia entrar. Mas…as vezes, ser insistente é muito bom. Bem que o sistema da bilheteria podia liberar ingressos conforme as pessoas fossem saindo do evento, não é mesmo? E um rapaz que passava por perto viu minha vontade louca em entrar. Perguntou:

– Estou indo embora cara, se quiser, pode ficar com meu convite.

Eu perguntei se ele não tinha mais interesse em voltar ao evento e ele confirmou que não. O ingresso era válido por todo o dia. Enfim, não tinha como negar a proposta…era tudo que eu queria e resolvi pagar aquele rapaz por sua bondade. Ele ficou meio embaraçado, mas aceitou de bom grado. Assim, os dois saíram ganhando. Então eu entrei e pra mim isso já era mais do que eu esperava, sem dúvida.

O evento estava bombadex! Sons, barulhos, multidão, luzes e imagens em frenético balanço. Era minha Las Vegas nerd a olhos vistos e eu não sabia por onde começar. Então fui em busca do balcão de informações e não achei nenhum. Era tanta gente que mal se conseguia caminhar.

No aplicativo do evento, Shyamalan já havia terminado sua palestra e eu havia perdido minha boa oportunidade. Por outro lado, também não tinha porque ir embora, eu já estava lá dentro que era o mais difícil. Então entrei na primeira de uma das diversas filas das atrações locais. Mal se sabia onde ela começava e onde ela terminava. Era a fila para entrar no estande do Game of Thrones, bem próximo a área de saída do evento. Quando descobri finalmente naquele amontoado de gente onde era o final da fila, o penúltimo infeliz me informou que aquela era a fila para pegar uma pulseira para então daí você pegar a fila novamente para entrar dentro do stand com horário marcado. E levaria umas 3 horas só para pegar a pulseira que agendaria o horário…isso se sobrassem pulseiras para pegar. Tudo bem desmotivante.

Bom, era o jeito ficar lá na fila como todo mundo, já sabia que estava tudo lotado de qualquer forma. Eu já havia perdido o Shyamalan, podia gastar o dia como quisesse.

Eis que em um determinado momento, um outro rapaz vinha abordando pessoas nesta fila com a pergunta:

– Você está sozinho?

E sem resposta, passava a pergunta ao próximo.

– Você está sozinho?

Fato é que que vi ele perguntar isso diversas vezes e todo mundo o ignorava. Eu respondi.

– Sim, eu estou sozinho.

Então para minha surpresa ele respondeu:

– Toma aqui sua pulseira e pode entrar amigo, porque o horário da visita é agora!

Minha reação foi de paralisia:

– Como assim? Porque está me dando a pulseira?

– Porque preciso correr para um compromisso e não terei tempo para a visita. Pode ficar com a pulseira e faça bom proveito.

E mais uma vez eu estava entrando banhado pela sorte aparente. Nem preciso dizer que aproveitei todo o momento com um largo sorriso no rosto. Mas a melhor parte foi quando eu saí do estande. Porque a saída dava para o corredor onde passava o rio da multidão e de praxe, tomei uma “ombroda” de um brutamontes. Eu virei pra ver se o cidadão ia me pedir perdão pela trombada, quando aí me dei conta que ele era só…o segurança do Shyamalan, o diretor do filme que passava vagarosamente pelo local. Isso mesmo, uma coincidência incrível!

– O que? Shyamalan!

E ele olhou pra mim e se aproximou. Foi o momento certo! O segurança furou a corrente em nosso “encontrão” e lá estava eu o Shyamalan para trocar uma frase.

– Seu filme SINAIS é fantástico, um dos melhores que já assisti!

Ele sorriu. Pedi uma selfie e ele concordou. Apertamos as mãos e eu agradeci. Então ele se foi em direção a saída onde um carro de vidro fumê o aguardava para partir. Nada mais que 1 minuto. Aquele 1 minuto que vale por todo o dia!

E o significado disso tudo? Presta atenção:

Quando você quer muito alguma coisa, você vibra uma energia sobre aquilo que você deseja. Esta energia gera uma força de atração. Existe um livro que descreve em detalhes sobre isso, chama-se “O Segredo”e fala sobre esta Lei da Atração. Eu recomendo caso deseja se aprofundar nisso. Mas em resumo, você deve mentalizar e imaginar com coração seu desejo, buscando materializar a cena na vida real. Fé, é estritamente necessária. Determinação e paciência, idem. Como ondas de rádio, você estará em contato com forças incompreensíveis.

No meu trajeto de carro até o evento, eu vinha escutando uma música muito bonita que foi utilizada como tema no filme do Shyamalan e pra mim foi extremamente motivador para poder estar lá. Eu trouxe a música pra dentro de mim, dentro do meu coração. Imaginei Shyamalan falando comigo. Fiz o necessário para o Universo e “algo mais” me ouvir. Assim que a energia estava pronta, deixei que ela me contaminasse como uma bola de luz, emitindo vibrações a minha volta.

Você pode pensar que tudo não passou de coincidências. Mas lembre-se que eu busquei dentro de minhas limitações que acontecesse. Haviam 100 mil pessoas dentro daquele lugar, não se encontra uma agulha em um palheiro facilmente. Mesmo quando soube que não daria certo, segui em frente, aumentando minhas probabilidades. De certa forma, tenho a impressão que fui ajudado por forças externas que algumas pessoas chamam de “anjo da guarda”. Mas a única certeza que tenho é que fiz o possível para entrar naquele evento com a mesma energia que havia me trazido até ali. Depois que entrei no evento, poderia ter ficado em uma fila entediante em qualquer um dos stands e nosso encontro nunca poderia ter acontecido. Mas eu escolhi por coincidência a fila certa, onde apareceu a pessoa certa, onde fiquei o tempo certo dentro da atração para ao final, encontrar Shyamalan.

Para isso, contaminado por aquela energia, tive que ser receptivo ao agente da mudança que apareceu e eu tive sensibilidade para interagir, responder, me relacionar…ganhando o ingresso. Poucos segundos fariam a diferença em ver ou não ver Shyamalan. E sem este ingresso para entrar, sem o outro ingresso que simplesmente “caiu em meu colo” para entrar na atração, provavelmente nada teria acontecido. São muitas as coincidências e são muitos os eventos relacionados para meu esbarrão com aquele segurança. Pense bem. Uma cadeia de eventos, como uma engrenagem de um relógio suíço. Simplesmente sensacional!

E eu ganhei mais um dia em um momento único e grandioso de minha vida, porque me senti ajudado por forças externas e maravilhosas sob determinado ponto. Chamamos de Fé! Assista SINAIS, e entenderá no fim do filme sobre o que estou falando…

Postagens Recentes

Deixe um Comentário

Comece a digitar e pressione Enter para pesquisar