Como chegar a Área 51?

A Área 51 é uma base militar americana no meio do deserto de Nevada, Condado de Lincoln e a cerca de 90 milhas de Las Vegas, uma viagem que pode ser cumprida partindo de lá em cerca de 2horas e meia a 3 horas. Mas…tenha cuidado!

Tirar uma foto deste local pode te custar muito caro: prisão, facultada pela rigorosa corte marcial americana, interrogatório militar, além de uma multa pré-estabelecida de 5mil dólares pela simples foto souvenir.

Tanto rigor, tem explicação. Existem rumores de que estas instalações armazenaram  um UFO – Objeto Voador não identificado, e esta história  vem sendo acobertada desde Roswell em 1947, inclusive com a recuperação de um corpo alienígena encaminhado para “A Fazenda”, um dos apelidos da instalação. Ora, pouco pode-se provar sobre isso, no entanto, alguns fatos intrigantes tornaram este local a Meca dos Ufólogos. Um dos engenheiros resolveu abrir a boca no final dos anos 80, seu nome era Robert Lazar. Apesar de ter feito um juramento militar de confidencialidade, assumiu publicamente que sua operação na Base incluía engenharia reversa em um “disco voador”.

Até 1994, o Governo americano negava veementemente a existência desta base, o que depois foi facilmente contestado. A Área 51 é considerada a última base militar secreta existente da era moderna.  Foi deste local, por exemplo,  que partiram aeronaves notáveis da engenharia, seja pela sofisticação além de seu tempo, seja pela aparência nada terrena dos seus aviões.

O  U-2 por exemplo, desfilava pela estratosfera a incríveis 85mil metros de altitude, um recorde incrível para um avião. O SR-71 Blackbird, atingia 3 vezes a velocidade do som facilmente, enquanto o F-117 Nighthawk  foi o primeiro avião “Stealth” (invisível aos radares), iniciando a chamada 5º geração da aviação militar.

A base acabou virando fonte de conspirações, e também de muitos filmes sobre a existência e visitas extra-terrenas em nosso planeta.

Fontes afirmam que invenções como laser e a fibra óptica saíram daqui, destas instalações, assim como outras que impulsionaram a sociedade com maravilhas muito comuns nos dias de hoje, mas muito a frente de seu tempo quando eram usadas em nível militar.

 

Quando parei no primeiro posto de combustível a caminho, perguntei a atendente da loja de conveniência sobre qual era a melhor rota para a Área 51 e a reação foi horrível, ela me disse brava: “Você não deve ir lá! Vai fazer o que lá? Quem é você? Preciso avisar as autoridades!” …e eu tive que sair correndo dalí para evitar mais estragos.

Eu ainda precisava encher o tanque, no segundo posto, fui mais cauteloso e perguntei: Qual o caminho mais curto para Groom Lake?

Mais uma vez me olharam com uma cara de paranormal e com as duas mãos fechadas apoiadas sobre a mesa e olhando fixamente em meus olhos o atendente perguntou: “O que você pretende fazer lá?” e como eu não sou nada bom em mentir, meu silêncio me denunciou mais uma vez. E o atendente foi enfático: “Cuidado com a Área 51, você será preso se for lá! (apontando o dedo no meu rosto) Não há nada pra ver lá, estou te avisando, eles podem atirar em você e depois perguntar seu nome!”

Assim, depois de tantas advertências seguidas, minha teimosia era do c…então preparei minha visita a este lugar lendário em minha imaginação, mas com muito cuidado. Agendei a data de 1º de Janeiro, feriado nacional no mundo inteiro e também aqui nos Estados Unidos. A viagem deveria ser cumprida nos primeiros raiares do dia, evitando-se ao máximo os alertas dos vigias do perímetro.

 

No GPS não existe Área51, então tive que pesquisar fundo as estradas da região e buscar algo através do Google Earth. Tinha duas rotas possíveis saindo de Las Vegas: uma pela 95 North, seguindo direto pela Mercury Hwy, Mesa Road e depois por uma trilha nada sugestiva pelas montanhas na Groom Lake. Por esta rota, teria uma vista do complexo a 40km de distância, tudo muito pequeno à vista e com grandes riscos. Viajar muito tempo sem um posto de reabastecimento de combustível, estradas desérticas e não asfaltadas, a possibilidade de um pneu furado, subir a montanha no frio de menos 2 graus célsios por penhascos mal acabados, tudo isso apimentava a aventura, mas aumentavam o perigo, o custo benefício é péssimo.

Uma segunda opção e mais cativante, era seguir pela rota 93 e depois ingressar na “The Extraterrestrial Highway”, uma opção de roteiro que agora pode ser feita através da Agência de turismo do Astronauta Marcos Pontes WWW.agenciamarcospontes.com.br . Nesta opção, você pode ter a chance de encontrar outros interessados no assunto como você e conhecer alguns locais de peregrinação de ufonautas, como a lanchonete Little A’le’inn e a loja de souvenirs Alien Research Center.

Eu recomendo esta opção porque a Área 51 fica margeada a única zona populosa(?) existente em um raio enorme no deserto, a cidade de Rachel. Ao chegar nesta cidade, uma placa brinca com a existência de possíveis ET´s na região.

No entanto, para se chegar a Área 51 você não estará livre de cumprir um trecho sem asfalto pelo deserto, onde o seu GPS não vai mostrar nada além de uma tela cinza sem nome, e que, segundo fontes, você será monitorado pelo trecho do início ao fim.

A começar que foi utilizado um tipo de granito no caminho o qual conforme seu carro desenvolve, levanta também uma nuvem enorme de poeira especial de aviso, algo como um sinal de fumaça de 10 metros de altura que pode ser vista de milhas de distância, alertando os vigias da região.

Outra questão, dizem que algumas das pedras margeando o caminho são falsas, possuem na verdade câmeras embutidas e sensores de movimento, capturando sua placa e contando toda sua vida aos plantonistas. Em outras palavras, você vai chegar na Área 51 e alguns militares estarão te esperando com fuzil Uzi destravados na mão, sabendo quem você é e o que você faz pra sobreviver.  O risco é seu.

Eu fiz isso de madrugada e me dei bem. Ninguém me abordou, tirei foto das placas, dos portões  e da guarita de entrada. Você não verá as instalações do complexo, existem cercas elétricas guardando todo o complexo e o local pode ser minado.  Deste ponto, não verá nada mais além disso. Para se ver as instalações, deve-se seguir adiante por esta entrada até uma fenda que leva ao miolo entre as montanhas, que formam um paredão natural de proteção deste centro nervoso, ou seja, você não verá nada além de uma guarita aparentemente abandonada (será?). É claro que você não vai tentar invadir uma base militar, as placas advertem sobre as rigorosas penas da corte marcial americana…

Resumindo:

Os trabalhadores da Área 51 assinam um um juramento em manter tudo o que ver, ouvir e trabalhar em completo segredo. Equipes que trabalham em certos projetos, não tem acesso e não podem saber de outros que estão sendo realizados na base. Os prédios não possuem janelas, assim, evitando qualquer contato visual com outros projetos.

Por volta da base há centenas de quilômetros de paisagem desértica. Em pontos elevados de terras públicas onde se consegue ver a base, a Força Aérea confiscou esses lugares, tornando a área visível apenas com equipamentos tecnológicos, binóculos ou fazer uma caminhada e escala bem longa até alto do Pico Tikaboo, que fica a 41 quilômetros da base. O espaço aéreo acima da base é completamente restrito para todos os vôos comerciais e militares que não são feitos pela própria base. Mesmo se o algum piloto está voando em uma área neutra  são imediatamente alertados para saírem dali por ser uma base privada. Primeiramente, eles tentam fazer contanto com o piloto que está na área, se o piloto não fazer o que foi pedido, caças F-22 são mantidos no local para caso de intimidação.

Por terra, os perímetros da área é marcado por mastros e placas de avisos. As placas informam que fotografias da área são proibidas e com riscos de multas. A segurança do local está autorizada fazer o uso de força letal caso a pessoa ultrapasse algum perímetro não permitido. Homens camuflados junto a carros patrulham o local como objetivo de observar a área e intimidar qualquer um que se aproximar, tirar fotos ou fazerem filmagem da base confiscando seu material. Helicópteros as vezes são usados para a intimidação, sobrevoando em baixa altura sobre os invasores da área.

Alí próximo foram armazenados ogivas nucleares e alguns testes foram realizados anos atrás, imagine a importância estratégico militar desta área para a segurança dos Estados Unidos!

Por fim, minha experiência terminou com algumas fotos que levo de troféu, mas apesar de nenhum sinal repreensivo ou de uso de força, não recomendo que vá sem o uso de uma agência especializada. Pode te custar mais caro do que você imagina, e fica muito mais seguro com um amparo legal que indica o porquê você está lá, afinal, você não deseja ser confundido com um terrorista, certo?

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